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24/10/11

Entrevista a Luca Fillipi: "Finalmente tive o carro certo e a equipa certa à minha volta."

Olá! A entrevista que agora publico é ao piloto italiano Luca Fillipi.

Luca Filippi estreou-se nos monolugares em 2005, na Fórmula 3000 Italiana. Com quatro pole positions, quatro vitórias e um total de seis pódios sagrou-se logo campeão. No ano seguinte, Filippi iniciou um “ciclo” de seis épocas nos campeonatos GP2 Series e GP2 Asia Series. Nas GP2 Series, o italiano começou com um 19º lugar final em 2006, e o seu melhor resultado final de campeonato foi este ano, 2011, sendo vice-campeão. Nas suas seis épocas neste campeonato, Filippi somou três pole positions, quatro triunfos e um total de 16 pódios. No campeonato GP2 Asia Series, o piloto transalpino registou como melhor resultado o vice-campeonato de 2010. Competindo nessa categoria entre 2008 e 2011, Filippi registou 1 pole position, 1 vitória e, ao todo, 3 pódios.
Luca Filippi competiu no campeonato AutoGP em 2010 e 2011, com um quinto lugar final e um vice-campeonato. Três pole positions, duas vitórias e um total de nove pódios foi o registo do italiano neste campeonato.
De registar ainda que Luca Filippi foi piloto de testes da equipa oficial da Honda na Fórmula 1 em 2008.

Eis a entrevista:

1 – Como começou a sua paixão pelas corridas de carros?
O meu pai foi campeão italiano de ralis nos anos 80, por isso a nossa família está envolvida nos desportos motorizados há vários anos. Por isso parece que esta paixão é realmente viciante.

2 – Qual foi o melhor momento na sua carreira até agora? Porquê?
Hoje. Estou contente, estou completamente satisfeito comigo e com a minha época, estou tranquilo porque sei que fiz tudo o que foi possível, e sinto-me numa óptima forma neste momento.

3 – Qual foi o pior momento na sua carreira até agora? Porquê?
2008. Houveram muitas expectativas mas fizemos uma escolha de equipa errada e a temporada correu mal, e a Honda decidiu terminar o programa na F1 do qual eu era parte. Tudo correu mal ao mesmo tempo.

4 – Quais os pilotos que gosta mais de enfrentar nas corridas? Porquê?
Alonso e Button. O Fernando porque é forte e determinado. O Jenson porque trabalhei com ele no passado e sei o quão rápido que ele conduz, ele é mesmo um gentleman.

5 – Depois de seis anos a competir nas GP2 Series, foi o vice-campeão em 2011. Como se sente após ter assegurado este lugar de honra?
Finalmente tive o carro certo e a equipa certa à minha volta. Sinto-me optimamente!

6 – A época de 2011 correu como esperado?
Correu muito melhor, ninguém esperava este tipo de performances. Sinto que estou numa boa forma e que conduzo melhor que nunca.

7 – Pode fazer um sumário/rescaldo da sua época de 2011?
Foi a melhor época da minha carreira, sem erros, óptimos resultados, várias vitórias e sinto-me numa grande forma.

8 – Como foi trabalhar com a Scuderia Coloni este ano? A equipa é muito diferente em comparação com a Super Nova Racing?
Eu vi uma motivação impressionante na Coloni, é diferente dizer porquê. Pode ser pelo facto de sermos todos italianos, os mecânicos e os engenheiros estavam a esperar o pior para um piloto rápido a competir para eles, eu a estar relaxado por não ter nada a perder… talvez tudo junto. Basicamente precisámos de cada um dos outros para encontrar alegria e confiança.

9 – O Segundo lugar nas GP2 Series esta época dá-lhe mais esperanças de chegar à Fórmula 1?
mmm...nem por isso até agora. Mas nunca desisto.

10 – Já tem planos para a época de 2012? Se sim, o que pode dizer ao blog Motor Racing News?
Eu quero ser profissional, gostaria de correr e testar para um fabricante. Desenvolver um programa e a minha carreira. Eu sinto que é o tempo de avançar.

11 – Há algo mais que gostaria de dizer acerca da sua carreira?
A IRL pode ser uma boa opção também!

12 – A encerrar a entrevista: pode “enviar” uma mensagem aos seus fãs?
Eu tenho que agradecer aos tifosi e fãs italianos por me apoiarem nos maus e bons momentos, e quero dizer-lhes para se manterem e fazerem algum barulho para as pessoas ouvirem…se Deus quiser, algumas pessoas importantes no topo do desporto motorizado.

21/10/11

Entrevistas do Blog Motor Racing News no Autódromo do Algarve: parte 2

Olá,

Já se encontram publicadas todas as entrevistas efectuadas pelo blog Motor Racing News no Autódromo do Algarve aquando da passagem dos Mundiais de Superbike e de Supersport pelo circuito algarvio. Depois de já ter publicado as entrevistas ao Engenheiro Paulo Pinheiro e ao piloto Miguel Praia, chegam agora as entrevistas a Sam Lowes, Vittorio Iannuzo e Chaz Davies. Nas três entrevistas, os principais tópicos abordados são a carreira de cada um até agora, o balanço da época de 2011 e as expectativas para 2012. Estas entrevistas foram efectuadas em Inglês, mas assim que possível irei publicar a tradução para português por escrito das mesmas. Abaixo ficam os links e os players para ouvirem as entrevistas:





05/10/11

Entrevista a Stéphane Richelmi: "gostaria de continuar nos monolugares de certeza, por isso, ficar na [Fórmula Renault] WS [3.5] ou subir para as GP2


Olá! Esta entrevista é ao piloto monegasco Stéphane Richelmi.
Richelmi estreou-se nos monolugares em 2006, sendo 12º na Fórmula Renault 1.6 Belga.
No ano seguinte, Richelmi competiu na Eurocup de Fórmula Renault 2.0 e foi 46º, entrando também nesse ano em duas corridas da Fórmula Renault 2.0 Italiana.

Em 2008, o piloto monegasco voltou a fazer a Eurocup de Fórmula Renault 2.0, entrando também em sete provas da Fórmula Renault 2.0 WEC e em seis corridas das Fórmula 3 Euroseries.
Em 2009, Stéphane Richelmi alcançou os seus primeiros pódios nos monolugares. Na Fórmula 3 Italiana, o piloto do Mónaco alcançou três pódios e foi o sexto classificado final. Richelmi competiu ainda na Fórmula 3 Britânica e no Campeonato Francês FFSA, onde em duas corridas marcou uma pole position,venceu uma e fez um pódio.

Em 2010, Richelmi conseguiu o seu resultado final num campeonato, sendo segundo na Fórmula 3 Italiana, com quatro vitórias e outros quatro pódios em 16 corridas.

Este ano, o jovem piloto monegasco participou na Fórmula Renault 3.5 e correu na ronda de Monza das GP2 Series.


Eis a entrevista:

1 – Como começou a sua paixão pelos carros de corridas?
Eu não me lembro ao certo, era muito novo! Eu fiquei interessado em ralis pelo meu pai e via o Grande Prémio de F1 em casa desde que tinha 6-7 anos. E eu via carros desportivos que podemos encontrar no Mónaco! Mas nunca imaginei que iria começar uma carreira antes do meu pai mo sugerir quando tinha 12 anos…

2 – Qual foi o melhor momento da sua carreira até agora? Porquê?
A minha primeira pole nos monolugares, no ano passado na Fórmula 3 Italiana, porque eu estava um pouco zangado com a estratégia escolhida. Eu não consegui fazer a minha volta mais rápida antes da oitava, o que é muito tarde com pneus novos. Estava certo que não iria estar na pole position…

3 – Qual foi o pior momento da sua carreira até agora? Porquê?
O início da época de 2009 quando estava ainda na F3 Britânica foi um momento realmente frustante e desapontante. Eu comecei a minha carreira em 2006 e depois de duas curtas épocas de aprendizagem eu estava à espera de alguns bons resultados que não chegaram na Fórmula Renault em 2008. Eu sabia que iniciar-me numa nova categoria iria ser complicado, mas depois de duas provas, eu estava sempre em último na classificação da classe A.

4 – Quais são os pilotos que gosta mais de enfrentar nas corridaas? Porquê?
Tenho que admitir que já estou rodeado de grandes pilotos na [Fórmula Renault] World Series 3.5 como [Jean-Eric] Vergne, [Daniel] Ricciardo, [Robert] Wickens. Há também grandes pilotos na GP2 mas o melhor seria correr contra pilotos de Fórmula 1.

5 – A evolução da sua carreira tem sido difícil. As dificuldades são motivadas por problemas financeiros?
Sabes que nos desportos motorizados o piloto não pode controlar tudo e depende da equipa e do carro que ele está a pilotar. Não estou a dizer que só encontrei más equipas mas os meus piores resultados são causados pela inexperiência de algumas equipas com as quais em corri.
Financeiramente falando, nós não gastámos muito dinheiro no karting e mesmo nos monolugares, eu não fiz muitos testes como outros pilotos. Portanto, claro que esta falta de quilometragem teve um papel nos meus maus resultados no início da minha carreira, mas não agora.
E como eu disse, os sentimentos com o carro são muito importantes e actualmente eu penso que o carro da [Fórmula Renault] WS [3.5] não é o melhor para o meu estilo de pilotagem.

6 – Este ano a sua carreira deu finalmente um grande salto. Como foi competir na Fórmula Renault 3.5 e nas GP2 Series?
Nós decidimos participar na [Fórmula Renault] WS [3.5] porque é um campeonato de muito alto nível apenas com equipas profissionais e nos melhores circuitos da Europa. O teste de Inverno correu bem e por isso fiquei confortável para fazer este campeonato. Infelizmente esse não correu bem por algumas razões… A prova de GP2 em Monza foi uma grande oportunidade e gostei bastante desta prova.

7 – Como surgiu a oportunidade de competir nas últimas duas corridas da época de 2011 das GP2 Series com a Trident Racing?
Stefano Coletti teve o seu acidente e por isso não pôde correr em Monza, e graças ao meu manager, Cyrille Sauvage, que apontou os meus bons resultados Na Fórmula 3 Italiana, conseguimos correr com a Trident para a última prova da época.

8 – Pode fazer um sumário/rescaldo da sua participação nas GP2 Series este ano?
Em Monza o carro impressionou-me com a sua eficiência de travagem e com o seu motor poderoso! A detioração dos pneus foi um novo elemento a considerar mas eu estive bem em ambas as corridas sem pilotar o carro antes. Isso torna a corrida mais interessante para os espectadores

9 – Em 2011 o seu campeonato principal foi a Formula Renault 3.5. Que rescaldo faz da sua época neste campeonato? A temporada correu como esperado?
Estou um pouco desapontado com esta época porque eu esperava melhor! O meu primeiro objective era somar pontos em cada corrida e fazer pelo menos um pódio… Infelizmente eu não consegui ter tudo junto num fim-de-semana. Isto é, se eu fazia uma boa Qualificação 1 no sábado, eu fazia uma boa Corrida 2 no Domingo! Por isso eu apenas somei alguns pontos na Corrida 1 de Monza mas parti de 4º… Poderia ter feito melhor mas provoquei dois grandes desgaste [nos pneus] na primeira travagem e como era a primeira corrida não podíamos mudar de pneus. Na última corrida eu estava em nono e quando tentei ultrapassar um piloto que fez a sua paragem, eu dei um pião… d

10 – Já tem planos para 2012? Se sim, o que pode contar ao blog Motor Racing News?
Neste momento eu não sei mesmo! Mas eu gostaria de continuar nos monolugares de certeza, por isso, ficar na [Fórmula Renault] WS [3.5] ou subir para as GP2.

11- Há algo mais que gostaria de dizer acerca da sua carreira?
Eu quero apenas dizer que sou muito sortudo por ter esta hipótese de fazer o que gosto mais! E que aprendi muito e cresci muito fazendo este desporto. Eu irei manter na memória todos os momentos que passei. Eu irei sempre lembrar-me de todas as pessoas que me ajudaram e que confiaram em mim.

12 – Acabando a entrevista: pode “enviar” uma mensagem aos seus fãs?
Sem fãs, não poderíamos fazer nada! Eles são a chave de cada desporto e outros entretenimentos. Por isso pessoal, continuem assim, eu irei dar-vos a maior parte do meu tempo sempre que puder. Muito obrigado.




Pode ler a versão original da entrevista, em Inglês, em http://enmotorracingnews.wordpress.com/2011/10/05/interview-to-stephane-richelmi/

01/09/11

Entrevista a Felix Rosenqvist: para o sueco, a sua rápida adaptações a novidades, é o seu "ponto mais forte como piloto"

Olá. Esta entrevista é com Felix Rosenqvist, um piloto sueco que actualmente compete nas Fórmula 3 Euro Series.

Felix Rosenqvist iniciou a sua carreira no karting em 2004, e em 2005 foi Segundo no Campeonato Nórdico (categoria ICA Junior) e segundo no Troféu Tom Trana, igaulemente na categoria ICA Junior. Em 2007, o sueco estreou-se nos monolugares, competindo na Fórmula Renault Asiática (campeonato oficialmente denominado Asian Formula Renault Challenge). Foi o quarto no campeonato com uma vitória, seis pódios, uma pole position e uma volta mais rápida. Em 2008, o jovem piloto nórdico pilotou em duas corridas da Fórmula Renault asiática, vencendo essas duas corridas. Também em 2008, Rosenqvist foi campeão de Fórmula 2.0 Asiática, com 10 vitórias, 13 pódios, sete pole positions e cinco voltas mais rápidas. Ainda em 2008, o jovem sueco venceu dois prémios: o Prémio Especial Rydell uma bolsa de “estudos” da Ronnie Peterson Memorial Foundation.
Felix Rosenqvist teve um ano ocupado em 2009. Competiu e foi campeão da Fórmula Renault Sueca (seis vitórias, 14 pódios, seis pole positions e três voltas mais rápidas). Rosenqvist foi também campeão, em 2009, da Fórmula Renault 2.0 NEZ, com três vitórias, nove pódios, duas polé positions e uma volta mais rápida. Na Fórmula Palmer Audi, o jovem piloto da Suécia competiu na ronda de Snetterton em 2009 (nas três corridas conseguiu duas vitórias, uma pole position e duas voltas mais rápidas). Na ronda de 2009 em Dijon a contar para a SEAT Leon Supercopa Alemã, Rosenqvist esteve no pódio numa das duas corridas. Em 2010 Felix Rosenqvist foi o quinto na ATS Formel 3 Cup, com duas vitórias, oito pódios e uma pole position. No Grande Prémio de Macau de 2010, Felix Rosenqvist foi o sétimo na qualificação, 11º na corrida de qualificação e nono na corrida principal. Também em 2010, o jovem sueco voltou a vencer o Prémio Especial Rydell, pelas prestações de 2009.

Neste ano, Felix Rosenqvist está a competir na Fórmula Três Euro Series, sendo de momento o quinto classificado, contando já com sete pódios. Na edição deste ano do RTL GP Masters of Formula 3, o jovem piloto foi o vencedor e estabeleceu ainda a volta mais rápida da prova.

Eis a entrevista:

1 – Como começou a sua paixão pelos carros de corrida?
Quando era novo tinha um grande interesse por carros, o que levou automaticamente ao meu interesse pelas corridas.

2 – Qual foi o melhor momento da sua carreira até ao momento, na sua opinião? Porquê?
Foi ontem [14 de Agosto de 2011], quando venci o F3 Masters. Eu não posso comparar com nenhuma das minhas outras vitórias com esta, e foi um êxito enorme para mim, bater os melhores pilotos na Europa em frente a 50,000 espectadores, também numa das minhas pistas favoritas!

3 – Qual foi o pior momento da sua carreira até ao momento, na sua opinião? Porquê?
Quando fiz apenas um fim-de-semana na Fórmula Renault Italiana em 2008 em Spa. Fui quase último em quase todas as sessões e tive também um grande acidente… Nessa altura fiquei tão desapontado, porque pensava que era assim tão lento. Mas depois encontrámos um problema no carro que me custou 8km/h de velocidade de ponta, por isso foi normal eu não ter estado rápido!

4 – Qual/quais os pilotos que gosta mais de enfrentar nas corridas?
Eu adoro correr contra o Daniel Abt, acabamos sempre por ter boas lutas. Eu pilotei contra ele na F3 Alemã no ano passado, e este ano na F3 Euroseries. Ele é um piloto muito limpo e talentoso, o que ele mostrou especialmente em Macau no ano passado.

5 – Você é da Suécia, mas nos seus primeiros anos nos monolugares esteve em campeonatos asiáticos. Porquê esta opção de começar a carreira nos monolugares na Ásia?
A razão pela qual fui primeiro para a Ásia não foi fazer uma carreira lá. Foi principalmente porque a Ásia nessa altura proporcionava corridas de alta qualidade com vários pilotos europeus, muita quilometragem, e também pelo orçamento muito razoável. Por isso foi um bom passo para mim.

6 – Em 2009 fez uma ronda na SEAT Leon Supercopa Alemanha. Foi muito difícil pilotar um carro de turismo pela primeira vez?
Foi um pouco diferente, sim. O carro era muito pesado, e comportava-se de forma completamente diferente. Também foi a primeira vez que pilotei um carro com rodas motrizes à frente na minha vida (ainda não tenho carta de condução). Mas consegui aprender muito rápido e no final estávamos muito competitivos, e consegui acabar em terceiro!

7 – Quais são as maiores diferenças entre um carro de turismo e um monolugar em termos de pilotagem?
O peso. Um carro de fórmula nunca tem movimentos maiores nas curvas. No carro de turismo tu precisas sempre de “sentir” o carro, e onde o peso se está a mover durante as travagens e as curvas. Penso que é a chave para ser rápido nos carros de turismo. No final são dois mundos completamente diferentes, mas é provavelmente mais fácil passar dos carros de fórmula para os carros de turismo do que ao contrário.

8 – Também em 2009 foi campeão em dois campeonatos diferentes de Fórmula Renault (Sueco e NEZ). Quais foram as principais diferenças entre os campeonatos, em termos de pilotagem e competição?
Os campeonatos são muito similares, com quase todos os pilotos da Suécia a pilotar no Campeonato Norte Europeu. A competição geral era mais fraca comparada com a que eu conduzo agora. O meu colega de equipa (Daniel Roos) e eu dominámos o campeonato, mas tivemos uma luta muito disputada em ambos os campeonatos, e ele é provavelmente um dos melhores pilotos contra quem competi até agora.

9 – No último ano estreou-se no Grande Prémio de Macau de Fórmula 3, e teve bons resultados nesta corrida mítica. Como se sentiu após o fim-de-semana do evento?
Macau é um evento realmente especial. Quando vais lá, há um sentimento especial no ar durante toda a semana. Eu fui com a equipa Sueca/Britânica “Performance Racing”, com a qual corri no ano passado na F3 Alemã. Quer a equipa, quer eu, fomos como estreantes, enfrentando a elite das corridas mundiais com 32 carros. E conseguimos levar o carro a 7º na qualificação, apenas com carros das equipas Prema e Signature na frente, eu devo dizer que fizemos um absolutamente fantástico! Na corrida final fui o 9º depois de ter alguns problemas com o meu limitador de velocidade, mas foi fantástico de qualquer forma, e esta ficará para sempre como uma das minhas melhores recordações.

10 – Este ano é a sua estreia na Fórmula 3 Euro Series, e os resultados são bons até ao momento. Em 2009, fez apenas três corridas na Fórmula Palmer Audi e venceu duas delas. Por isso, com a minha pesquisa, eu fiquei com a ideia de que a sua adaptação a novos campeonatos é muito fácil. A sua adaptação a novos campeonatos é tão fácil como parece?
Eu penso que é o meu ponto mais forte como piloto. Sempre que conduzo um novo carro ou numa nova pista, o tempo para me adaptar costuma ser muito curto. Não é só “talento”, mas uma questão de preparação e entendimento das físicas. Por isso, sim, para mim tem sido relativamente fácil.

11 – Já tem planos para a época de 2012? Se sim, o que pode contar ao blog  Motor Racing News?
É uma questão normal nos desportos motorizados, e eu, como muitos outros, tenho que dizer que ainda não sei. Isso vem tudo da gestão, dos patrocínios, etc. Por isso não, teremos que esperar e ver! 

12 – Há algo mais que considere importante referir acerca da sua carreira?
Eu penso e espero que a minha carreira abra oportunidades a outros pilotos suecos para subirem aos monolugares internacionais. Eu (e o meu pai), e a minha gestão temos trabalhado de forma árdua, e nunca tivemos ninguém que nos dissesse em que direcção ir. Por isso passámos muito tempo a analisar o que fazer antes de todas as épocas, e a maior parte das vezes isso funcionou muito bem. Mas também aprendemos com alguns erros, e eu adoro ajudar outros jovens pilotos a evitarem esses erros. Porque neste desporto, tu não podes ter uma época má...

13 – Por último, pode “enviar” uma mensagem aos seus fãs?
Depois da vitória deste fim-de-semana no Masters of F3 [n.d.r.: o fim-de-semana antes da entrevista, em que Felix Rosenqvist venceu o RTL GP Masters of F3], eu recebi várias mensagens, e-mails, chamadas, que eu não consegui responder a metade! É muito bom quando tu vês que tantas pessoas te estão a seguir todos os fins-de-semana, e que eles desejam sempre o melhor e acreditam em ti. Eu quero que os meus fãs sintam que são parte do meu sucesso, porque nas Alturas difíceis eles estão mais preocupados do que tudo! Por isso, muito crédito a todos eles.

13/08/11

Entrevista a Kevin Mirocha: Na Ocean Racing Technolgy «(...) todos são muito profissionais!»

Boa noite! A entrevista que hoje publico é ao piloto alemão da equipa lusa Ocean Racing Technology nas GP2 Series: Kevin Mirocha.

O piloto alemão começou a correr nos monolugares em 2007, na Fórmula BMW ADAC. Antes disso, teve uma carreira nos karts com vários sucessos, como no Campeonato NAB Holandês em 2003 ou no Campeonato DJKM em 2005. No seu ano de início nos fórmulas, Mirocha foi oitavo na Fórmula BMW ADAC, com um pódio, e foi 22º na Final Mundial de Fórmula BMW. No ano seguinte, Kevin Mirocha somou quatro pódios e o 6º lugar final na ATS Formel 3 Cup. Em 2009, Kevin Mirocha realizou seis corridas nas Fórmula 3 Euro Series. Em 2010, e devido a problemas financeiros, o jovem piloto alemão deu um passo para trás, ao descer da F3 para o campeonato Fórmula Renault 2.0 NEC (foi 9º com 1 vitória, 3 pódios e 2 voltas mais rápidas em 7 corridas) e realizou também duas corridas da Fórmula Renault 2.0 Eurocup.

Em 2011, Kevin Mirocha parece ter conseguido reerguer a sua carreira, ao ser contratado pela equipa lusa Ocean Racing Technology para fazer a época das GP2 Series. Até à pausa de Verão, Mirocha é 21º e ainda não somou qualquer ponto, apesar de já ter demonstrado ter talento para bons resultados.

Eis a entrevista:

1 – Como começou a sua paixão pelos carros de corridas?
Quando era novo o meu pai pilotava em karting apenas por diversão. Eu costumava vê-lo pilotar e dizia em criança: Eu quero pilotar também. Devido à sua paixão pela pilotagem ele comprou-me um “baby kart” quando eu tinha 3 anos e meio. Como os meus pais são polacos, nós fomos visitar a sua família aí. Na mesma cidade que visitámos havia uma pista de kart, e foi aí a minha primeira experiência de pilotagem na Polónia. Primeiro apenas por diversão, mas depois de eu conhecer o Robert Kubica, que tinha cerca de 10 anos na altura e que era já um piloto profissional de corridas de kart, eu soube nesse momento que quando crescesse eu queria pilotar em corridas também.
Mais tarde isto tornou-se como uma “droga” – quando comecei a correr, não havia paragem possível. Foi bom ver que o Robert tornou-se mais tarde um piloto de F1 e eu estou neste momento nas GP2 – um passo antes da F1.

2 – Qual o melhor momento da sua carreira até agora? Porquê?
Hmm, no geral é difícil de dizer que momento foi o melhor, porque todos os momentos têm algo especial.
Diria que agora é o melhor momento! Eu conduzo um carro óptimo e poderoso. É divertido lutar contra o carro e contra todos os outros pilotos experientes. Eu gosto de conhecer todas as grandes pistas de F1 – o Mónaco é inacreditável – isto é o desafio que eu procurava.
Preciso de aprender tudo: o carro, as paragens nas boxes, as pistas, os pneus de F1 Pirelli…
Eu sinto-me melhor e mais forte e mais confiante a cada dia e é uma grande diversão para mim mostrar a alguns pilotos experientes que eu sou um adversário difícil!

3 – Qual foi o pior momento da sua carreira até agora? Porquê?
Um piloto quer pilotar o seu talento a todos. 2010 foi um ano muito difícil para mim – como queres mostrar o teu talento se não conduzes?
Esta foi a altura em que senti a crise pessoalmente, sem patrocínios nem dinheiro próprios (sem pais ricos).
Eu tive muita ajuda dos meus pais e da SL Formula Racing (Renault 2.0). Claro que não foi a melhor solução do ponto de vista da carreira descer da F3 à Renault 2.0, mas talvez tenha sido positivo que isto acontecesse assim. Eu preparei-me ainda melhor para as corridas e disfrutei de todas as voltas na pista. Eu venci algumas corridas, o que foi muito importante para mim.

4 – Qual/quais é/são o/s piloto/s que gosta mais de enfrentar nas corridas?
Eu gosto mais de enfrentar os “grandes nomes”, claro que são bons, mas a razão principal é que eles conhecem bem os seus carros e tiram o melhor desempenho deles.
Eles têm o mínimo de respeito para te darem ainda um metro para te manteres vivo na pista,  por isso podes lutar muito, mas ainda limpo! Torna-se especialmente divertido vencer contra estes pilotos experientes.

5 – Como surgiu a oportunidade de fazer as GP2 Series com a Ocean Racing Technology?
Em 2010 eu sabia que precisava de mudar algo. Eu fiz tudo para correr novamente e conheci muitas pessoas novas. Eu encontrei finalmente uma empresa, a IHS International Ltd – o parceiro/gerente certo para o futuro. Juntos negociámos os próximos passos. Ambos trabalhámos bastante em conjunto e a porta abriu-se para as GP2. Eu estou contente por correr no campeonato certo com a equipa certa. Eu obtive muito apoio de que precisei como o piloto mais jovem no pelotão das GP2, da Ocean Racing e especialmente do Tiago Monteiro, que acredita no meu potencial.

6 – Pode fazer um resumo da época da ORT e da sua época nas GP2 Series até agora? As coisas estão a correr como esperado para si e para a equipa?
Estou muito contente em como as coisas estão actualmente a correr.
Como o piloto mais jovem eu preciso de experiência, preciso de aprender as novas pistas e todos os outros desafios. Eu obtive muito apoio da equipa para dar a volta por cima.
Até ao momento, não tenho cometido grandes erros e tenho tido sempre resultados consistentes. É de lamentar que não tenhamos ainda pontos, porque parece que em todas as corridas temos algum tipo de problema:
Em Istanbul era 8º e tive um furo a uma volta do final.
Em Barcelona os meus travões partiram.
No Mónaco em 8º um sensor do motor partiu-se e tive que parar.
Em Silverstone eu estive doente.
Em Nürburgring fui atirado for a depois da curva 4.
Em Budapest o [Charles] Pic tocou-me quando eu era 5º e perdi 3 posições…

Mas mesmo assim eu estive quase sempre melhor do que o meu colega de equipa, que tem já um ano de experiência com o carro de GP2.
E porque preciso de aprender as pistas primeiro, os meus resultados de qualificação por vezes são muito maus. Então eu parto mais ou menos de 25º e acabo mesmo assim nos dez primeiros! Isso faz-me feliz e estou seguro que quando tiver melhores resultados na qualificação irei somar pontos.
Eu sinto-me forte nas corridas e sei que a minha altura chegará…

7 – Como é trabalhar com a Ocean Racing Technology? Como é a “atmosfera” dentro da equipa portuguesa?
Eu gosto! Todos têm o seu trabalho, são motivados e sabem o que fazer. Os objectivos são claros, por isso todos são muito profissionais! Ou pondo as coisas mais simples: uma boa atmosfera de trabalho.

8 – Está já a planear a época de 2012? Há a possibilidade de se manter na sua equipa ou campeonato actual, o que pode contar ao blog?
Claro que a GP2 é o passo certo para o próximo ano. Mas a equipa ainda está aberta. É sempre importante conheceres os teus objectivos para dar os passos certos.

9 – Quais os seus objectivos para o futuro da sua carreira? A Fórmula 1 é o principal objectivo?
Sim, a Fórmula 1 é seguramente o meu principal objectivo!

10 – Por ultimo, pode enviar uma mensagem aos seus fãs?
Visitem-me no Facebook, Twitter ou pelo menos no meu website! ;-)
É bom ter tanto feedback e apoio.
Estou especialmente orgulhoso dos meus fãs polacos – eles disseram-me na pista que me viram na TV polaca e que me desejam boa sorte! Isso é bom!


imagem em: http://www.newsportevents.com/?p=7059

19/07/11

Entrevista a Daisuke Nakajima: "(...) sempre estive perto dos carros de corridas graças ao trabalho do meu pai, por isso foi-me fácil sentir-me atraído por eles"

Olá! A entrevista que hoje publico é com o piloto japonês Daisuke Nakajima, irmão do ex-piloto de Fórmula 1 Kazuki Nakajima.

Daisuke Nakajima iniciou-se nos carros de formula em 2007, sendo o 5º na Fórmula Challenge Japan. Em 2008, Daisuke foi 9º na F3 Japonesa/classe Championship. Em 2009, o jovem piloto japonês foi 7º na F3 Britânica International Series e foi 19º na Tango Masters of Formula 3. Em 2010, Daisuke Nakajima foi 11º na F3 Britânica International Series.

Este ano, Nakajima está a competir na Fórmula Nippon.

Eis a entrevista:

1 – A sua carreira não é muito conhecida no meu país, Portugal. O que pode dizer sobre a sua carreira até agora?
Comecei no karting quando tinha 11 anos e comecei nos formula num campeonato chamado Fórmula Challenge Japan quando tinha 18 anos. Venci maioria das corridas do que os outros pilotos todos nesse ano. Depois subi à F3 em 2008. Até ao último ano fiz três épocas de F3, incluindo duas na F3 Britânica.

2 – Como começou a sua paixão pelas corridas de carros?
Perguntas como começou a minha paixão? Eu sempre estive perto dos carros de corridas graças ao trabalho do meu pai, por isso foi-me fácil sentir-me atraído por eles.  
3 – Tem algum ídolo? Se sim, quem é e porquê?
Não, não tenho.

4 - Qual o melhor momento da sua carreira até agora? Porquê?
Quando eu obtive a pole position em Sivlerstone. Na altura o carro não era o melhor mas consegui colocar tudo numa volta no máximo absoluto. 
5 – Qual o pior momento da sua carreira até agora? Porquê? Provavelmente a corrida que fiz em Autopolis em Junho. Estava em 5º graças à boa estratégia de equipa depois de partir de 10º. Mas eu fiquei fora de corrida cedo.

6 – Há muitas diferenças entre os campeonatos Japonês e Britânico de Fórmula 3, em termos de carro, pilotagem e adversários?
Seguramente que a F3 Britânica tem mias carros na grelha. Mas o nível dos pilotos da frente não é muito diferente do da F3 Japonesa. 
7 - Em 2010, a sua equipa na F3 Britânica foi a Raikkonen Robertson Racing, uma equipa bem-sucedida no campeonato que é propriedade de Kimi Raikkonen e do seu manager, por isso com boas ligações a pessoas na Fórmula 1. Isso aumenta as suas esperanças de ser um piloto de topo na F1 no futuro?
Sim, foi mesmo óptimo ter o Dave e o Steve na equipa. Obrigado a eles, posso sentir a F1 muito mais perto de certa forma. 

8 – Que piloto gosta mais de enfrentar nas pistas?
Não sei…talvez Ayrton Senna se possível.

9 – Pode fazer um sumário da sua época de 2011 até agora?
Só fiz duas corridas até agora e ainda não consegui nenhuns pontos. Tenho que aprender muito.

10 – A Fórmula 1 é o seu objectivo principal? Tem alguns objectivos além do sucesso na Fórmula 1?
Bom, é um dos meus objectivos, claro. Mas ao mesmo tempo, estou contente enquanto tiver um lugar para correr no qual seja competitivo.

11 – Por último, pode deixar uma mensagem aos seus fãs?
Para os fãs no estrangeiro, a Fórmula Nippon tem um canal no ustream. Podem vê-lo.