02/04/10

Entrevista a Ana Beatriz Figueiredo


Ana Beatriz Figueiredo, mais conhecida com “Bia” Figueiredo, é a entrevistada cuja entrevista vai ser publicada.
Esta piloto, de nacionalidade brasileira, competiu este ano na ronda inaugural da IndyCar Series (em São Paulo), sendo 13ª.
Ana Beatriz estreou-se nos monolugares em 2003, na Fórmula Renault Brasil (11ª, 1 volta mais rápida). No ano seguinte, fez novamente a Fórmula Renault Brasil, sendo 5ª com 8 pódios. Também em 2004 fez a Fórmula 3 América do Sul (2ª na classe Light, com 1 pole position e 4 pódios). Em 2005, Ana Beatriz fez 3 campeonatos. Na Fórmula Renault 2.0 Brasil foi 3ª (3 vitórias, 4 pole positions, 7 pódios e 3 voltas mais rápidas); na Fórmula 3 América do Sul, classe Light foi 5ª; e no Campeonato Sul-Americano de Fórmula 3 foi 19ª.
Em 2006, Ana Beatriz Figueiredo fez o Campeonato Sul-Americano de Fórmula 3, sendo 5ª com 1 pole position, 5 pódios e 1 volta mais rápida.
Em 2008, esta piloto fez a Firestone Indy Lights (3ª, 1 vitória, 6 pódios e 1 volta mais rápida), campeonato que repetiu em 2009, sendo desta feita 8ª com 1 vitória e 2 pódios.
Neste ano, fez a prova inaugural da IndyCar Series 2010, em São Paulo, sendo 13ª.

Eis a entrevista:

1 – Como começou a sua paixão pelas corridas de carros?
Desde criança, aos cinco anos, já amava assistir as corridas da Fórmula Indy e da Fórmula 1 pela televisão. Quando vi um kart pela primeira vez, fiquei doidinha para começar a correr.

2 – Para si, qual o melhor momento da sua carreira até agora? Porquê?
Acho que o atual. Estou mais experiente, madura e pronta para andar em uma categoria top.

3 – Para si, qual o pior momento da sua carreira até agora? Porquê?
Acho que foi a minha batida em Indianápolis neste ano, que me fez perder o carro e a etapa seguinte, em Milwaukee. Essa batida prejudicou muito o meu campeonato.

4 – Que piloto (ou pilotos) gosta mais de enfrentar nas pistas?
Hoje em dia não tenho preferências (risos). Lembro de muitas disputas no kart com Serjio Jimenez, Júlio Campos e Rafael Daniel, que foram muito intensas, mas hoje em dia lembro com boas risadas.

5 – Há dificuldade em angariar apoios (patrocínios, etc.)?
Foi um ano difícil para o automobilismo e para mim também. Mas acredito que, com o meu diferencial, e também da minha dupla de agentes, os ex-pilotos e empresários André Ribeiro e Augusto Cesário, levo uma grande vantagem.

6 – Aqui em Portugal a sua carreira é pouco conhecida. Pode fazer um breve resumo da carreira até à temporada 2009?
Comecei a correr de kart quando tinha nove anos de idade. Corri de 1994 a 2003. Em 2002, fui para a Fórmula Renault, categoria em que corri até 2005 e fui a primeira, e até agora, única mulher a vencer, três vezes. Em 2006, corri na Fórmula 3 Sul-Americana. Em 2007, treinei na Inglaterra e nos Estados Unidos. Em 2008, estreei na Firestone Indy Lights e fui a primeira mulher a vencer, no circuito oval de Nashville. Em 2009, venci novamente na Indy Lights, no oval de Iowa. Em 2010, devo estrear na Fórmula Indy. Em 2007 e em 2009, andei no programa de rookies da A1GP, com o time [ndr.:equipa] brasileiro comandado pelo Emerson Fittipaldi, na China e em Portugal. Já andei várias vezes nas 500 Milhas de Kart da Granja Viana, uma corrida de longa duração importante no Brasil, e vou andar novamente no primeiro sábado de dezembro, com a equipe do Rubens Barrichello [n.d.r.: Quando a entrevista foi feita, a corrida ainda não se tinha realizado]. E acabo de participar pela primeira vez do Desafio Internacional das Estrelas, uma corrida de kart promovida pelo Felipe Massa, no Brasil.

7 – Ainda que apenas tenha tido participações em sessões de estreantes, qual é a sensação de estar no A1GP, a trabalhar para representar o seu país?
Foi uma grande experiência. O carro é muito rápido e tecnologicamente avançado. E foi uma honra representar o Brasil.

8 – Qual o principal objectivo que tem na sua carreira? A F1 é ainda alvo a atingir?
O meu objectivo é a Fórmula Indy. Nesse momento não penso em ir para a Fórmula 1.

9 – Por último, pode deixar uma mensagem aos seus fãs?
Alô, fãs de Portugal! Agradeço aos que já me acompanham e torcem por mim. Aos que não me conhecem: espero que conheçam meu trabalho e conto com a torcida de vocês para o meu sucesso na Fórmula Indy. Um grande abraço a todos!

E foi a entrevista a Ana Beatriz Figueiredo.

A próxima entrevista a publicar será a Sam Bird, piloto britânico das GP2 Series, pela ART GP.

15/03/10

Entrevista a Federico Leo


Olá! Hoje a entrevista é a Federico Leo, o piloto italiano que correu nas World Series by Renault em 2009.
Federico Leo começou a carreira nos monolugares em 2005, na Fórmula Júnior 1600 Itália Winter Series, sendo 13º. Em 2006, o piloto competiu na Fórmula Júnior 1600 Itália, sendo 12º (com 1 pódio) e competiu na Fórmula Júnior 1600 Itália Winter Series, sendo 15º. Em 2007, competiu em 14 corridas da Fórmula Júnior 1600 Itália.
No ano seguinte, 2008, Federico Leo competiu na Taça ATS Formel 3, sendo 9º, com 1 pódio, e correu numa corrida do Campeonato Internacional de F3 Britânica (classe Internacional). Em 2009, o piloto foi 21º nas World Series by Renault 3.5 .

Eis a entrevista:          

1 – Como começou a sua paixão pelas corridas de carros?
A minha paixão não começou pelos meus pais, eu tenho a paixão desde os 5 anos, mas o meu pai e a minha mãe sempre tiveram medo deste desporto e não pude fazer nenhum karting até aos 16 anos. A minha primeira corrida foi no final de 2005 na Fórmula Renault 1600 Winter Series.

2 – Qual foi o melhor momento da sua carreira até agora? Porquê?
Penso que o próximo ano será o mais importante e espero o melhor momento da minha carreira, eu irei repetir as World Series by Renault e o meu objective é vencer, e isso pode ser um momento muito importante. Outro bom momento para mim foi no último ano a F3 Alemanha, fiz um pódio na primeira corrida.

3 – Qual foi o pior momento da sua carreira até agora? Porquê?
Eu não tenho um momento muito mau na minha carreira, felizmente

4 – Qual é o piloto (ou pilotos) que gosta mais de enfrentar nas pistas?
Eu gosto de enfrentar nas pistas sempre os pilotos rápidos e correctos, eu gosto muito do Alonso e do Hamilton.

5 – Quais as suas expectativas para o seu futuro? A F1 é o objectivo principal?
Sim, o meu único objectivo para agora é a Fórmula 1, eu quero chegar lá o mais rápido possível e eu
estou a dar tudo o que posso para realizar o meu sonho.

6 – Por fim, pode deixar uma mensagem aos seus fãs?
Obrigado a todos os meus fãs.

Foi esta a entrevista a Federico Leo.

Se preferir, pode ler a entrevista na sua versão original, em Inglês, aqui:

A próxima entrevista a publicar é a António Félix da Costa, o piloto português que irá competir na Fórmula 3 Euroseries em 2010.

07/03/10

Entrevista a Loïc Duval


Olá! Hoje a entrevista é a Loïc Duval, o piloto francês que irá competir nas Le Mans Series LMP1 em 2010 com a Team Oreca Matmut.
Loïc Duval começou a carreira na Fórmula Renault Campus Francesa em 2002, sendo campeão com 9 vitórias, 9 pole positions e 13 pódios. Em 2003, o piloto competiu no Championnat de France FFSA de Fórmula Renault, sendo campeão com 4 vitórias, 4 pole positions, 5 pódios e 1 volta mais rápida. Na temporada seguinte, 2004, Loïc Duval competiu na Fórmula 3 Euro Series, sendo 12º (2 pódios), no Bahrain F3 Super Prix (8º), no GP de Macau de Fórmula 3 e no Masters of Formula 3 (14º). Em 2005, Loïc Duval foi 7º na Fórmula 3 Euro Series, foi 6º no GP de Macau de Fórmula  e foi 10º no Masters of Formula 3. Em 2006, o piloto competiu na Fórmula Nippon (4º, 2 vitórias, 2 pódios e 1 volta mais rápida) e foi 11ç nos SuperGT Japan GT500, com 1 vitória, 1 pole position, 1 pódio e 1 volta mais rápida. Em 2006, Loïc Duval também se estreou no A1GP, com a Team France, sendo 4º na temporada de 2006-07 (4 pódios). Em 2007, Loïc Duval foi vice-campeão nos SuperGT Japan GT500, com 1 vitória, 3 pódios e 1 volta mais rápida, e também competiu na Fórmula Nippon (6º, 4 pódios, 1 volta mais rápida). Na temporada de A1GP de 2007-08, Loïc Duval foi 4º com a A1 Team France (1 vitória, 2 pole positions, 7 pódios, 1 volta mais rápida). Na temporada de 2008, o piloto competiu na Fórmula Nippon, sendo vice-campeão com 2 vitórias, 6 pódios e volta mais rápida; competiu nos SuperGT Japan GT500, sendo 10º com 1 pódio; foi 8º na classe LMP1 das 24h de Le Mans; e competiu ainda na classe LMP1 das Le Mans Series, sendo 17º. Em 2009, Loïc Duval competiu na classe LMP1 das Le Mans Series Asiáticas, sendo 3º com 2 pódios em 2 corridas; competiu nos SuperGT Japan GT500 (16º, 1 pole position); e foi campeão na Fórmula Nippon (4 vitórias, 3 pole positions, 6 pódios e 3 voltas mais rápidas). Loïc Duval também competiu na temporada 2008-09 da A1GP com a A1 Team France, sendo 5º com 1 vitória, 3 pódios e 1 volta mais rápida.

Eis a entrevista:

1 – Como começou a sua “paixão” pelas corridas de carros?
Comecei com motocicletas quando tinha 9 anos, mas tive muitos acidentes, e o meu pai fez-me experimentar um go-kart e eu gostei muito, fui muito rápido. Tinha 11 anos. Aí comecei a correr nos campeonatos regionais, e mais tarde no nacional e depois de algum tempo no campeonato internacional. Graças à Federação Francesa (eu estive na Equipa Francesa) atingi a Fórmula Campos, que venci, e então fui recompensado com  a possibilidade de correr na Fórmula Renault Francesa que também venci no meu 1º ano e que me permitiu juntar ao RDD (Renault Driver Development). Depois de dois anos na Fórmula 3 Euroseries, com apoio da Renault, tive uma oferta para me tornar piloto profissional no Japão em 2 categorias: Fórmula Nippon e Super GT. Eu diria que desde cedo eu comecei a sentir que podia estar na frente, tornei-me apaixonado pelas corridas de carros, sou um muito competitivo, mesmo quando jogo futebol com os meus amigos, eu apenas quero ganhar.

2 – Na sua opinião, qual foi o melhor momento na sua carreira até agora? Porquê?
As 24h de Le Mans em 2008! Foi uma corrida particular, tu não corres apenas para ti, mas para uma equipa que gasta todo o ano a trabalhar nisto, e por isso tens de ser rápido, consistente e não deves cometer nenhum erro, é um grande desafio. Eu cruzei a linha de meta, foi como uma vitória para nós chegar ao fim nas 24 horas de Le Mans na 8ª posição!

3 - Na sua opinião, qual foi o pior momento na sua carreira até agora? Porquê? 
Macau 2005, na F3, parti na pole para a 2ª corrida (venci a 1ª corrida no dia antes), e durante o procedimento de partida, o braço de travão escorregou da minha mão e o carro mexeu-se… foi considerada antecipação de partida e tive um [penalização] drive trough enquanto era líder…Fiquei realmente desapontado porque eu tinha de vencer, e nesse momento eu pensei que a minha carreira podia acabar em Macau…mas finalmente tive uma oferta para pilotar no Japão, quem sabe que teria acontecido se pilotasse nas GP2 numa equipa do meio do pelotão?? Talvez não  fosse mais um piloto…

4 – Qual é o piloto (ou pilotos) que gosta mais de enfrentar na pistas?
Lotterer, Tréuyer, Kogure, Jani, Jarvis, sempre tive lutas boas e justas com eles.

5 – Na sua carreira, tem tido dificuldades para angariar apoios (patrocínios, etc.)?
Como disse anteriormente, tive a chance de ser seleccionado pela Federação Francesa desde que era piloto de karts e isso ajudou-me a atingir categorias do desporto automóvel, e como venci, também me ajudou muito a entrar no programa RDD [Renault Driver Development] que me apoiou nas minhas temporadas na F3 Euro Series e então a tornar-me piloto profissional. Tive a hipótese de não estar dependente de patrocínios…

6 – Qual o maior objectivo que tem para a sua carreira? A Fórmula 1 é o objectivo principal?
A Fórmula 1 é o objectivo principal mas é cada vez mais difícil lá entrar. Eu diria que a F1 será para mim como uma cereja no topo do bolo, o meu maior objective é continuar a minha carreira como profissional nas melhores categorias, como Super GT Nippon, DTM, IRL ou LMP1…e nas melhores equipas.

7 – Tem contactos com as novas equipas de Fórmula 1 para correr em 2010? Se não, qual o campeonato que tentará fazer em 2010?
Tenho alguns contactos, mas nada em concreto. De outra forma, eu estudo as oportunidades que tenho no Japão entre Honda, Nissan e Toytota, e na Europa e nos Estados Unidos.

8 – Como é correr na A1GP? É mais especial por causa de correr defendendo o seu país?
Seguramente, é realmente um sentimento bom correr para o seu país, eu desejo que possa fazer mais corridas no campeonato, mas os meus 2 campeonatos no Japão previnem-me para correr uma época inteira. De qualquer forma a minha prioridade é o Japão, e estou muito contente por fazer parte do desafio A1GP com a Team France, nós tivemos bastantes bons momentos.

9 – Por fim, pode deixar uma mensagem aos seus fãs?
Não hesitem visitar o meu website, informar-vos-ei o mais brevemente possível sobre 2010! Muito obrigado pelo vosso apoio, é sempre bom senti-lo!

E foi a entrevista a Loïc Duval.

Pode ler a entrevista na sua versão original, em Inglês, aqui:

A próxima entrevista a ser publicada será a Federico Leo.

14/02/10

Entrevista a Jonathan Summerton


Olá! Hoje a entrevista é a Jonathan Summerton, piloto de Fórmula Atlantic e Indy Lights em 2009.
Jonathan Summerton já competiu em alguns campeonatos. Iniciou-se nos monolugares em 2004, sendo 3º na Fórmula BMW USA (4 vitórias, 4 pole positions, 7 pódios e 4 voltas mais rápidas). Também no primeiro ano, pilotou em 2 corridas da Fórmula BMW ADAC. Em 2005, Jonathan Summerton foi 10º na Fórmula BMW ADAC (1 pódio), foi 14º na Fórmula BMW USA (2 pole positions e 1 pódio em 4 corridas) e foi 26º na Fórmula BMW Word Final. Em 2006, o piloto foi “promovido” à Fórmula 3 Euroseries, sendo 9º neste campeonato (1 vitória e 3 pódios). Também em 2006, foi 10º no Masters of Formula 3. Em 2007, Jonathan Summerton pilotou em 6 corridas da Fórmula 3 Euroseries e competiu na temporada de A1GP de 2006-07, com a Team USA. Foi 9º, com 1 pódio e 1 volta mais rápida. Para 2007-08, continuou com a Team USA na A1GP.Neste ano, Jonathan Summerton foi 12~º (1 vitória e 3 pódios). Em 2008, o piloto competiu também no Atlantic Championship Powered by Mazda, sendo 3º, com 2 vitórias, 1 pole position, 5 pódios e 1 volta mais rápida. Em 2009, competiu em 2 campeonatos: Fórmula Atlantic (2º, 4 vitórias, 5 pole positions, 9 pódios e 6 voltas mais rápidas)e nas Firestone Indy Lights (17º, 1 pódio).

Eis a entrevista:

1 – Como começou a sua paixão pelas corridas de carros?
Bem, começou comigo a correr com carros de controlo remoto, e depois a ir para os Karts. A partir daí tive uma bolsa da BMW para a FBMW USA em 2004 em 2004, quando comecei a correr em carros pela primeira vez.

2 – Qual foi o melhor momento da sua carreira até agora, na sua opinião?
A minha vitória no campeonato A1GP em Shanghai. Foi excelente vencer uma corrida para o meu país e vencer contra tantos pilotos bons.

3 – Qual foi o pior momento da sua carreira até agora, na sua opinião?
Provavelmente esta época (2009), quando tive um problema de pneus em Milwaukee nas Indy Lights e bati a cerca de 140mph [225 kmh].

4 – Qual o piloto (ou pilotos) que gosta mais de enfrentar nas pistas?
Michael Schumacher, Lewis Hamilton, Alonso, Montoya, e Vettel com quem já corri mas foi muita diversão. São muito bons pilotos e seria óptimo correr contra eles novamente.

5 – Teve/Tem dificuldades em angariar apoios (patrocínios,…) na sua carreira?
Eu tenho tido muitos mas não tenho ido encontrá-los. Nos últimos anos eu tenho tido sorte suficiente porque os patrocínios da equipa me apoiam para correr para eles e assim deixam-me focar na condução.

6 – Qual o maior objectivo na sua carreira? A F1 é o objectivo principal?
Fazer Fórmula 1 é o meu primeiro e principal objective, e uma vez alcançada o objectivo é tornar-se campeão do mundo, e mais vezes campeão do mundo.

7 – Nos últimos tempos, a imprensa ligou-o à F1 para a temporada de 2010? Pode dizer ao Blog MWN algumas palavras acerca de uma eventual participação na temporada de 2010 de Fórmula 1?
Não sei o que está a passar-se com a F1 para mim. Disse que espero fazê-Ia e ser parte da USF1 mas sabes que seria um sonho tornado realidade e eu espero mesmo poder fazer parte daquela equipa, e como sabes estou focado em fazer tudo para fazê-lo.

8 – Para acabar, pode deixar uma mensagem aos seus fãs?
Quero apenas dizer obrigado a todos pelo apoio e sem os meus fãs eu não seria nada. Sabes que sou uma pessoa normal e bom conhecimento dos meus fãs significa muito para mim e estou sempre disposto a fazer algo para eles! Obrigado novamente pelo vosso apoio.

E foi a entrevista a Jonathan Summerton.

Se quiser ler a versão original, em Inglês, pode fazê-lo em:

A próxima entrevista a ser publicada é a Loic Duval, o piloto francês que pilotou para a A1GP Team France.

15/01/10

Entrevista a Alberto Valerio


Olá! Hoje a entrevista é a Alberto Valerio, o piloto brasileiro da Piquet GP nas GP2 Series.
Alberto Valerio já esteve em vários campeonatos. Começou nos monolugares na Fórmula 3 Sul-Americana, onde competiu em 2003, 2004, 2005, com 4 vitórias e 4 pole postions (todas em 2005, ano em que ganhou este campeonato.). Em 2003, fez também 3 corridas na Fórmula Renault 2000 Brasil. Depois da Fórmula 3 Sul-Americana, Alberto Valerio mudou-se para a Europa, competindo na Fórmula 3 Britânica nesse ano, terminando o campeonato em 11º. No ano seguinte, Alberto Valerio competiu novamente na Fórmula 3 Britânica, sendo 8º. Alberto Valerio fez 4 corridas nas World Series by Renault, sendo que 2 delas foram em 2006 e as outras 2 em 2007. Ainda em 2007, Alberto Valerio disputou uma corrida da Fórmula 3 Ultimate Masters.
Em 2008, Alberto Valerio fez 2 corridas nas GP2 Asia Series. Nesse ano, participou também nas GP2 Main Series, sendo o 26º. No presente ano, Alberto Valerio disputou novamente as GP2 Asia Series, sendo 19º, e as GP2 Main Series, sendo o 15º, com uma vitória na Corrida Feature disputada na Grã-Bretanha.

Eis a entrevista:

1 – Como começou a sua paixão por corridas de carros?
A minha paixão por corridas começou com a F1 pela TV! Assistia desde pequeno o Senna e pedi a meu pai um kart de natal!

2 – Na sua opinião, qual o melhor momento da sua carreira até agora?
O meu pedido foi realizado no fim de 93! Esse ano vivi um óptimo momento depois da vitória de Silverstone! Mas o título sul-americano de 2005 foi mais marcante!

3 – Na sua opinião, qual o pior momento da sua carreira até agora? 
O pior momento foi quando vim para a Europa! Tive que aprender tudo de novo e os bons resultados sumiram! Para quem está acostumado com a família por perto foi duríssimo!

4 – Que piloto (ou pilotos) gosta mais de enfrentar nas pistas?
Nas pistas gosto de enfrentar pilotos com quem posso aprender e que são rápidos, para ter uma boa referência! Se possível estar na frente deles!!!

5 – Ao longo da sua carreira tem tido dificuldades para arranjar apoios?
Sempre tem a dificuldade financeira no meio automobilístico! Encontrei um investidor que me apoia desde da Fórmula Renault brasileira até hoje!

6 – Qual o objectivo principal que tem na sua carreira?
Espero concretizar meu sonho e me firmar na F1!!! Sei que é muito difícil, mas acho que estou no caminho certo!

7 – Já correu no Autódromo do Algarve? Se sim, que opinião tem do circuito? [ndr: a entrevista foi feita antes de Alberto Valerio ter participado nas GP2 Series no Autódromo do Algarve]
Tive a oportunidade de testar com World Series no mês passado no autódromo! É muito legal cheio de subidas e descidas! Espero encerrar o ano com chave de ouro lá!

8 – Por último, quer deixar uma mensagem a seus fãs?
Gostaria de pedir aos torcedores brasileiros que acompanhem e dêem valor aos brasucas na F1 e aos que também tentam chegar lá! Porque realmente não e fácil e aqui agente precisa do apoio deles!

E foi a entrevista a Alberto Valerio!

A próxima entrevista a publicar na versão de desporto motorizado será ao piloto americano Jonathan Summerton.

05/12/09

Entrevista a Sérgio Jimenez


Olá! Hoje a entrevista é a Sérgio Jimenez, piloto brasileiro. Em 2000, Sérgio Jimenez competiu  no Campeonato Europeu Fórmula A de Karting, sendo 25º, e no Campeonato Mundial Fórmula A também em Karting, sendo 25º. Em 2001, o piloto fez o Campeonato Europeu de Fórmula A em Karting novamente, sendo agora o 13º. No ano seguinte (2002), estreou-se nos monolugares, na Fórmula Renault 2.0 Brasil, em 2002, sendo o campeão com 2 pole positions, 7 pódios e 1 volta mais rápida em 10 corridas; em 2003 competiu na Fórmula Renault 2.0 Reino Unido, sendo 11º, com 150 pontos. Em 2005 regressou aos karts, sendo o 30º no Campeonato Mundial Fórmula A. Em 2006, Sérgio Jimenez voltou aos monolugares, na Fórmula 3 Espanhola, sendo o 5º, com 1 vitória, 1 pole position, 5 pódios e 1 volta mais rápida em 16 corridas. A sua equipa na Fórmula 3 Espanhola, Racing Enginneering, promoveu-o às GP2 Series. Neste campeonato, participou em apenas 5 corridas, correspondentes a 3 rondas, e ficou em 23º. Na época de 2007-08, Sérgio Jimenez representou o Brasil na A1GP, sendo 14º, com um pódio em 14 corridas.
Actualmente, compete em campeonatos de kart de destaque no Brasil.

Eis a entrevista:

1) – Como começou a sua paixão por corridas de carros?
Desde garoto sempre gostei de carros e velocidade. Meu pai e meu tio sempre gostaram e tinham carros potentes, preparados e sempre iam na Fórmula 1.
Em Agosto de 94 meu pai me levou para assistir a inauguração do Kartódromo de Itu. Lá conhecemos um pai de piloto que nos apresentou para uma equipe que falou aonde comprava um kart e… O resto vocês já sabem…

2) – Na sua opinião qual foi o melhor momento da sua carreira até agora? Porquê?
Com certeza foi quando consegui entrar na GP2. Para todo piloto poder andar ali já é óptimo, mas para mim foi até mais que isso. Eu não tinha uma situação financeira nem perto de poder estar ali e só consegui andar lá por méritos próprios e de todas pessoas que estavam ao meu lado

3) – Na sua opinião qual foi o pior momento da sua carreira até agora? Porquê?
Acho que pior momento é a dificuldade de se conseguir um patrocinador/investidor para você ter a tranquilidade de poder somente pilotar, se concentrar somente no que você sabe melhor fazer. Eu em toda minha carreira tive isso somente no kart no começo da minha carreira, quando minha família podia dar suporte para mim. Depois disso meu pai teve problemas financeiros e acabei que sempre ter que correr com a corda no pescoço, sem poder bater, sem poder passar pneu novo, sem poder treinar, enfim… sem um suporte realmente digno para poder pilotar sem pensar em mais nada. Isso é um sonho para mim.

4) – Que piloto (ou pilotos) gosta mais de enfrentar/ver nas pistas?
Hoje em dia não tenho ninguém muito especial já que não estou correndo muito, somente nos campeonatos importantes do kart aqui no Brasil e alguma provas fora do país.

5 – Qual o seu maior ídolo no desporto motorizado?
Não sou da época deles, mas pelo que vejo em vídeo gostava claro muito do Ayrton Senna e do Nelson Piquet. Ayrton pela agressividade e arrojo, Piquet pela sua frieza e inteligência.
Não podemos deixar nunca de lado Emerson Fittipaldi. Foi ele quem abriu as portas para todos nos e ainda foi bicampeão da F1 e de Indianápolis.

6) – Ao longo da sua carreira tem tido, ou tem actualmente, dificuldades em arranjar apoios?
Como citei na questão acima, tive e tenho dificuldades em conseguir apoio. Hoje em dia precisa ter muito dinheiro e ou algum contacto bom para poder alguém lhe ajudar com o apoio e você correr nos lugares e equipes certas.

7) – Aqui em Portugal há poucas informações sobre a sua carreira. Que campeonato está a fazer/fez esta época? E como irá ser 2010?
Hoje em dia estou correndo só os campeonatos importantes de kart aqui no Brasil e algumas provas fora do Brasil. Também trabalho no desenvolvimento para uma fábrica de kart aqui no Brasil, estou dando aulas, assessorias, consultorias para pilotos que já andam ou que querem começar a andar.
Também faço uma Clínica de kart para o pessoal que anda mais por hobbby, para eles andarem realmente do modo certo e aprenderem do modo certo.

8) – Qual o maior objectivo que tem para a sua carreira?
Gostaria muito de poder voltar a pilotar fórmulas. Europa esta muito difícil mas estou tentando ir para os EUA e também algumas conversas tem acontecidos na Stock Car Brasil.
Acho que o maior objectivo mesmo é poder viver do automobilismo, se for possível, pilotando!!! É o que mais gosto de fazer e é o melhor que sei fazer.

9) – A sua passagem pelas GP2 Series foi repentina, e depois fez a A1GP, antes de ser “Powered by Ferrari”. Acha que está mais longe de uma possível entrada na F1 por causa disso?
Temos que ser realistas que hoje esta muito difícil para mim pensar em F1. Quando andei na GP2 as chances eram maiores, até mesmo na A1 GP.
Hoje acredito em um caminho nos EUA seria mais viável para mim, tanto na carreira quanto financeiramente.

10) – Já conduziu ou viu o Autódromo do Algarve? Se sim, que opinião tem sobre o circuito?
Nunca conduzi, na verdade j em simulador. Vi na TV algumas corridas lá também e pelo que vi achei muito legal. Tem diversas subidas e descidas que deixam o circuito muito mais desafiador e difícil também para acertar o carro.
Gostaria muito de ter a oportunidade de andar.

11) – Na sua opinião, quais os pilotos das GP2 Series e demais categorias de promoção à F1 que considera como mais promissores?
Acho que depende de muitos factores: sorte, estar no lugar certo na hora certa, estar com a pessoa (empresário, manager) certa, influência, enfim. Às vezes entram pilotos que nunca ouvirmos falar na F1, exatamente por contar com várias coisas que hoje na minha opinião contam mais que o talento.

12) – Por último, pode deixar uma mensagem aos seus fãs?
Eu agradeço a todos que torceram e torcem por mim ate hoje. Ainda não desisti de correr e espero que logo possa estar disputando alguma categoria de grande divulgação para vocês acompanharem mais de perto minha trajectória.
Enquanto isso acompanhem pelo meu site e Twitter o que ando fazendo:

E foi a entrevista a Sérgio Jimenez.

A próxima entrevista a publicar será a Alberto Valerio, o piloto brasileiro das GP2 Series.

22/11/09

Entrevista a Edoardo Piscopo


Olá! Hoje a entrevista é a Edoardo Piscopo, o jovem piloto italiano.
Pilotou já em campeonatos como a Fórmula BMW USA (2005, 5º), com 3 vitórias e 1 pole; Fórmula Renault 2.0 Itália (2006, 3º), com 1 pole; Eurocup Fórmula Renault 2.0 (2006, 10º), com 1 volta mais rápida; Fórmula 3 Euroseries (2007, 15º) e A1GP (2007-08, 18º).

Aqui está a entrevista:

1) – Como começou a sua paixão pelas corridas de carros?
O meu pai foi um piloto de corridas e comprou-me um Kart quando eu tinha 12 anos.

2) – Na sua opinião, qual foi o melhor momento da sua carreira até agora? Porquê?
A minha primeira vitória nos Fórmula, foi em 2005 em Denver, Colorado. Fórmula BMW USA.

3) – Na sua opinião, qual foi o pior momento da sua carreira até agora? Porquê?
Quando perdi o campeonato de F3 no último ano devido a 3 falhas técnicas, ainda por cima o meu rival nunca parou no campeonato!! Isto levou-me à loucura e foi realmente o pior momento da minha carreira.

4) – Qual foi o piloto (ou pilotos) que gostou mais de enfrentar nas pistas?
Nenhum em específico, cada campeonato tem os seus bons pilotos e todos os campeonatos têm dificuldades. Certamente que no A1GP o nível dos pilotos é extremamente bom, eles são quase todos pilotos profissionais com bastante experiência, portanto correr contra eles e batê-los é o melhor sentimento.

5) – Na sua carreira tem tido dificuldades para angariar apoios (patrocínios, etc.)?
É quase impossível angariar patrocínios, especialmente neste período.

6) – Quais são as expectativas que tem para o seu futuro? Qual é o seu principal objectivo para a sua carreira? A Fórmula 1 é o maior objectivo?
Sim, a Fórmula 1 é o maior objectivo, caso contrário gostaria de correr no FIA GT. Infelizmente para alcançar a F1 precisas de gastar milhões de Euros em temporadas na F3 e GP2.

7) – Pode deixar uma mensagem aos seus fãs?
Ciao a tutti!! Tome cuidado!

E foi a entrevista a Edoardo Piscopo!

Se preferir pode ler a versão original, em Inglês, aqui:

A próxima entrevista a publicar é a Sérgio Jimenez, piloto brasileiro que já representou o seu país no A1GP.

14/11/09

Entrevista a Kazim Vasiliauskas


Olá! Hoje a entrevista é a Kazimieras Vasiliauskas, o piloto lituano que competiu na Fórmula 2 FIA em 2009.
Kazimieras (Kazim) Vasiliauskas começou a sua carreira nos monolugares em 2008, competindo na Fórmula Renault 2.0 Eurocup (10 corridas, 55º) e na Fórmula Renault 2.0 Italiana (8 corridas, 21º).
Em 2009, Kazim Vasiliauskas competiu na Fórmula 2 FIA (16 corridas, 7º, com 1 vitória, 1 pole position, 4 pódios e 2 voltas mais rápidas) e na Fórmula Palmer Audi (20 corridas, 2º, 2 vitórias, 2 pole positions, 11 pódios e 1 volta mais rápida).

Eis a entrevista:

1 – Como começou a sua paixão pelas corridas de carros?
Quando tinha 7 anos o meu pai perguntou-me se queria correr com um gokart. Claro que disse que sim e comecei a correr.

2 – Na sua opinião, qual foi o melhor momento da sua carreira até agora? Porquê?
Depois de todas as vitórias ou pódios eu sinto-me bem, por isso penso que já tive muitos melhores momentos na minha carreira. Na minha carreira também já fiz algumas boas decisões: assinar contrato com o meu manager, Danilo Rossi, e vir para a F2.

3 – Na sua opinião, qual foi o pior momento da sua carreira até agora? Porquê?
O acidente em 2008 com o Fórmula Renault no Hungaroring. Parei de correr por 5 meses.

4 – Qual o piloto (ou pilotos) que gosta mais de enfrentar nas pistas?
Nunca corri com o Zanardi, mas ele é o meu ideal. Nos gokart eu gostei mesmo de correr com o Fore e com o [Andrea] Piccini.

5 – Como é ser piloto num país como a Lituânia, com pouca visibilidade no desporto motorizado internacional?
Na Lituânia o desporto motorizado não é popular, não há apoio do governo, não há circuitos. Eu sou o primeiro piloto que está a correr nas corridas de nível mais elevado. Agora as pessoas estão mais interessadas em ver as corridas de F2 e espero que no future existam mais pilotos da Lituânia.

6 – Com o recente acidente mortal do seu adversário na F2, Henry Surtees, está com medo das corridas de carros?
Eu gosto de correr e a morte do Henry não mudou nada em mim. É apenas muito triste porque aconteceu a um tão bom piloto.

7 – Na sua carreira tem tido dificuldades em angariar apoios (patrocínios, etc.)?
Até agora eu não tenho fortes patrocínios e encontrar dinheiro suficiente é mesmo difícil.

8 – Quais as expectativas que tem para o seu futuro? A F1 é o objectivo principal?
Neste momento eu gostaria de terminar a temporada de F2 no top 10 e vencer a Fórmula Palmer Audi [n.r: Kazimieras Vasiliauskas conseguiu cumprir o 1º objectivo, sendo 7º na F2, mas foi apenas vice-campeão na Fórmula Palmer Audi]. Claro que a F1 é o objective principal para mim e para todos os outros pilotos.

9 – Pode deixar uma mensagem aos seus fãs?
Estou mesmo feliz porque algumas pessoas da Lituânia ou outros países estão a vir ver as minhas corridas. Durante o fim-de-semana de corrida todos vêm e falam comigo.

E foi a entrevista a Kazim Vasiliauskas!

Se preferir, pode ler a versão original da entrevista, em inglês, em:

A próxima entrevista a publicar será a Edoardo Piscopo, piloto que competiu com a DAMS na 1ª ronda das GP2 Asia Series 2009-10 e que disputou a Fórmula 2 em 2009.