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09/10/11

IRC, Rali RACMSA da Escócia: Triunfo de Andreas Mikkelsen


Andreas Mikkelsen chegou finalmente ao seu primeiro triunfo no Intercontinental Rally Challenge, ao vencer o Rali da Escócia. Mikkelsen protegeu a sua liderança nas últimas etapas em Scone Palace.

O norueguês falhara por pouco vitórias nas duas últimas rondas do IRC (teve um acidente com a vitória à vista na Hungria, e foi superado por Thierry Neuville na última etapa de Sanremo).

Mas na Escócia Mikkelsen pilotou sem problemas, lutando com Guy Wilks de início, antes de subir à liderança quando o piloto da Peugeot saiu de estrada, na manhã de sábado.

No último dia de prova, Mikkelsen ainda teve um percalço: um furo fez a sua vantagem sobre Juho Hanninen cair de 50 para 28 segundos. Mas o norueguês respondeu com estilo, vencendo a primeira etapa após o meio do dia, limitando-se depois a "passear" para o triunfo com uma margem de 26.4 segundos.

O resultado marcou também a primeira vitória do programa de IRC da Skoda UK desde o primeiro triunfo com Wilks em 2009, também no Rali da Escócia.

Hanninen esteve fora do ritmo a maior parte do dia de sábado, antes de fazer alterações no set-up que lhe devolveram a confiança. Hanninen subiu de sexto para segundo.

Bryan Bouffier foi terceiro, resistindo a problemas de travões no seu PH Peugeot na última tarde de prova.

Craig Breen fez um rali soberbo e foi quarto com o seu Ford. O irlandês lidou com vários problemas mecânicos no dia de hoje mas resistiu ao líder do campeonato, Jan Kopecky. O checo esteve fora do ritmo na Escócia e só foi quinto graças a problemas de outros pilotos.

Kopecky dispõe agora de seis pontos de vantagem sobre Juho Hanninen no campeonato. Neste momento, seis pilotos ainda podem chegar ao título, quando falta disputar a prova do Chipre, que dá pontos a dobrar.

Thierry Neuville chegou a ser segundo no seu Kronos Peugeot, antes de cometer dois grandes erros e cair para oitavo. O belga conseguiu ainda chegar ao sexto posto, passando Toni Gardemeister na penúltima especial.

Guy Wilks subiu de 23º para 10º após o seu erro no sábado. Contudo, o seu Peugeot parou na última etapa.

Alastair Fisher  classificou-se em oitavo. David Bogie passou o rali todo a lutar pelo "triunfo" entre os carros de Produção com Jarkko Nikara, mas ambos sofreram acidentes no último dia do rali.

Também a cair na tabela com um bom resultado ao alcance esteve Patrik Sandell. O sueco manteve o quinto posto para a Skoda Sweden antes de danificar irremediavelmente o seu carro na manhã do último dia de prova.

A Proton parece ter mostrado a sua melhor performance no IRC num ano muito difícil. Per-Gunnar Andersson chegou a lutar por um lugar no pódio no primeiro dia de prova. Contudo, o sueco foi admoestado com penalizações de vários minutos quando o seu carro não ligou durante o reagrupamento no sábado. Andersson acabou por abandonar na manhã do último dia de prova.

O colega de equipa de Andersson, Alister McRae, estava nos pontos quando um dano provocou perda da pressão do óleo no seu carro. O escocês foi forçado a parar no sábado.

O IRC terminará com o Rali do Chipre. A prova, a disputar em piso de asfalto e piso de gravilha, terá lugar entre 3 e 5 de Novembro.

Resultados (10 melhores e principais desistências):


25/09/11

Bruno Magalhães em quinto no Rallye Sanremo


A dupla portuguesa Bruno Magalhães e Paulo Grave conseguiu um óptimo resultado no Rallye de Sanremo do IRC, com o quinto lugar. Com o resultado na mítica prova, Magalhães e Grave estão agora em nono lugar no IRC.
Magalhães confirmou o bom andamento durante todo o rali na última etapa, encurtada devido ao acidente de Freddy Loix. Magalhães conseguiu inclusive o terceiro lugar na penúltima classificativa, e o quarto na última.

Ainda assim, o início do último dia de prova não foi fácil para Magalhães, já que não conseguiu atacar da parte da manhã. O desgaste dos pneus, mais notório na parte final das classificativas, foi o problema que impediu Magalhães de melhores resultados na manhã de sábado. Tal desgaste de pneus explica-se devido ao facto de o asfalto ser bem mais abrasivo do que o usado na sexta-feira.

Durante a assistência foram efectuados acertos no Peugeot de Bruno Magalhães, por parte da sua equipa técnica. Assim, o piloto português pôde mostrar-se aos adversários na tarde de sábado, no ponto alto do rali, conseguindo os já referidos 3º e 4º tempos nas duas últimas classificativas.

Após a prova de Sanremo, Bruno Magalhães mostrou-se bastante satisfeito, afirmando que "Foi um rali espectacular. Sinto que demos um enorme passo em frente, fruto do trabalho que temos desenvolvido. Foi sem dúvida o nosso melhor rali de sempre fora de Portugal."

Para Magalhães, "Numa prova tão complicada e tão técnica como é Sanremo, fizemos 'cronos' espectaculares, perdemos troços por apenas 2 segundos e ficámos a 17 segundos do líder do campeonato e vencedor de dois ralis." Para o piloto da Peugeot Portugal, "Mais do que o 5.º lugar, que já é bom, estou muito satisfeito com o nosso desempenho."

Para Carlos Barros, Director da Peugeot Sport Portugal, esta "foi uma prova muito positiva e, sem dúvida, este é um bom resultado. Sabemos há muito tempo que o IRC tem um nível competitivo muito elevado e temos ainda algum trabalho para chegar aos primeiros, mas o Bruno mostrou que tem esse potencial. Mais uma vez, o nosso 207 não teve o mais pequeno problema, por isso a equipa está toda de parabéns. Sendo esta a última prova, agradeço a todos os patrocinadores que nos permitiram este projecto em 2011. Creio que é da maior justiça referir a Rede de Concessionários Peugeot, Peugeot Finance, Total, TMN, ERA, Gefco e  Mulembeira."

A presença em Sanremo, com o excelente quinto lugar, conclui o programa desportivo da Peugeot Sport Portugal em 2011.



IRC, Rallye de Sanremo: Vitória surpesa de Thierry Neuville; Bruno Magalhães num excelente quinto lugar


Thierry Neuville obteve a segunda vitória na sua curta carreira no Intercontinental Rally Challenge, após uma prova emocionante. Em segundo ficou Andreas Mikkelsen, a 1.5 segundos do vencedor, na terceira diferença mais curta entre dois primeiros no IRC. Freddy Loix abandonou a prova perto do final.

Loix, da BFO Skoda, teve um acidente quando era líder a três etapas do final. Antes do abandono de Loix, a luta pela vitória foi a três, entre o Kronos Peugeot de Neuville, o Skoda UK de Mikkelsen (Skoda UK), e Loix. Mikkelsen esteve em Sanremo à procura da sua primeira vitória no IRC, após o abandonou com a vitória à vista na Hungria.

Mikkelsen liderou a primeira parte do rali, mas não conseguiu livrar-se de Loix e Neuville. Loix passou para a frente na longa etapa nocturna de sexta-feira. Mas o belga perdeu a liderança na primeira etapa de sábado, recuperando-a a meio do dia.

Contudo, na primeira etapa da última fase, Loix teve um acidente. O belga e o seu co-piloto Frederic Miclotte escaparam ilesos, mas com as equipas seguintes a terem que parar para assistir a dupla do Skoda, a etapa foi cancelada.

Neuville tinha surgido na frente ao longo das etapas do último dia, e quando a acção continuou, na SS12, Neuville alcançou a vitória na etapa e passou para a liderança pela primeira vez. Tinha, então, 0.3 segundos de vantagem face a Mikkelsen. Na etapa final, de Colle d'Oggia, Neuville conseguiu mais 1.2 segundos de vantagem e venceu pela segunda vez este ano, após o triunfo na Córsega.

Bryan Bouffier nunca perdeu o contacto com os líderes por completo, mas nunca teve ritmo para lutar pela vitória. Assim, o francês acabou em terceiro com o seu Peugeot France.

O líder do campeonato, Jan Kopecky, não teve um bom fim-de-semana. Kopecky foi quarto, levando a melhor na luta com Bruno Magalhães a meio do rali.

Em quinto lugar ficou o português Bruno Magalhães (ler em post à parte).
Guy Wilks, da Peugeot UK, abandonou a prova devido a incidente. Também o regressado Chris Atkinson abandonou a prova, mas desta feita devido a uma falha eléctrica na SS1.

Resultados:


12/09/11

IRC, Rali da Hungria: Triunfo "apertado" de Jan Kopecky; Bruno Magalhães em nono


Jan Kopecky venceu pela segunda vez consecutiva no Intercontinental Rally Challenge (IRC), numa prova emocionante em que o segundo classificado, Thierry Neuville, terminou a somente oito décimas do vencedor. Como se não bastasse, Andreas Mikkelsen teve um acidente que o pôs fora da corrida quando liderava a somente duas etapas do final da prova húngara.

O piloto da Skoda UK, Mikkelsen, parecia ter a vitória assegurada no primeiro Mecsek Rally a contar para o IRC, ficando claramente à frente de Kopecky na manhã do último dia. Mas Mikkelsen pilotou com demasiado cuidado na primeira etapa da série final, batendo quando pisou gravilha. Quer Mikkelsen, quer o seu co-piloto, Ola Floene, escaparam ileso apesar dos danos resultantes do acidente terem inclusive forçado a paragem da especial durante alguns momentos.

Apesar de o acidente de Mikkelsen ter "dado" a liderança a Kopecky, Thierry Neuville ficou "colado" ao piloto checo, com duas vitórias de etapa. No final, Neuville falhou a sua segunda vitória no IRC por escassos oito décimos, enquanto que Kopecky ascendeu à liderança do campeonato com a vitória.
No terceiro lugar ficou Freddy Loix, que apesar de ter lutado com Kopecky e Neuville num primeiro momento, não conseguiu manter o ritmo e acabou com uma desvantagem de um minuto.

Bryan Bouffier foi o quarto no Peugeot France, com Hermann Gassner Jr. a ter um último dia positivo para subir a quinto, à frente de Gyorgy Aschenbrenner.

Frigyes Turan parecia com o lugar de melhor piloto da "casa" assegurado, no terceiro lugar, mas caiu na classificação e também bateu. Guy Wilks também abandonou, com um problema no motor do seu Peugeot UK 207.

Bruno Magalhães em nono
O piloto português participou na prova com o seu Peugeot 207 S2000, classificando-se na nona posição, beneficiando também do abandono de Mikkelsen, que lhe permitiu ascender uma posição na tabela.

O piloto português não começou da melhor forma este rali que, na opinião da maior parte dos pilotos, se disputou num traçado traiçoeiro e único. Magalhães era 18º no final da primeira classificativa. Mas com as afinações do Peugeot, primeiramente inadequadas aos troços, melhoradas com o decorrer da prova, o piloto português representante da Peugeot Portugal acabou por se subir até à nona posição, contando muito com abandonos de outros pilotos.

Para Magalhães, este "Foi um rali extremamente difícil e diferente de tudo o que tínhamos experimentado até hoje. Num terreno invulgar tivemos que contar não só com os pilotos do IRC, mas também com os locais, que nestas provas tão específicas se sentem completamente à vontade. Para o campeonato conseguimos dois pontos, ganhámos duas posições, e esse balanço é positivo."

Resultados:

fontes:
relatório de prova, resultados e 1ª imagem: http://www.autosport.com/news/report.php/id/94479
prova e declarações de Bruno Magalhães e 2ª imagem: http://autosport.aeiou.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=as.stories/99760